Políticas curriculares para o ensino médio brasileiro
sentidos atribuídos nas produções discursivas da ANPEd
Palavras-chave:
Políticas Curriculares, Ensino Médio, ANPEdResumo
Esse trabalho, inscrito nos debates sobre as políticas curriculares, tem como objetivo analisar sentidos de políticas curriculares para o Ensino Médio brasileiro inscritos nas produções discursivas da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Educação (ANPEd). A partir de referenciais do pós-estruturalismo, notadamente da Teoria do Discurso de Laclau e Mouffe (2015), Mouffe (2015) e do pós-marxismo, Dardot e Laval (2016) e Brown (2019), buscamos observar, nas produções acadêmicas de 2011 a 2021, sentidos latentes que operam nessas políticas. Sendo assim, utilizamo-nos da tecnologia de busca políticas curriculares para o Ensino Médio como termo chave para fazer o levantamento bibliográfico no espaço acadêmico da ANPEd. Percebemos nessas produções teóricas que as políticas curriculares é parte integrante da reforma do Estado. Este, por sua vez, articula-se a organismos internacionais e nacionais, a partir de discurso de crises econômico-educacional, para forjar um tipo de sociedade consoante a uma capacidade de competir e se desenvolver economicamente, visto que educação é percebida por ele como produção de recursos humanos nas linhas da competição, da individualização e do empreendedorismo (Giovinazzo-Jr, 2015).






