A cultura da avaliação educacional como sinônimo de qualidade de ensino
um estudo a partir da realidade da rede de ensino de Manaus-AM
Palavras-chave:
Avaliação, Educação Básica, GIDE, ManausResumo
O artigo evidencia a avaliação educacional como processo contraditório da educação básica no município de Manaus/AM. Justifica-se em função das orientações das políticas educacionais estar ancorada no âmbito da lógica do modo de produção capitalista. Para tanto, tem como objetivo específico analisar a categoria avaliação pela ótica da Gestão Integrada da Escola (GIDE). Nestes termos, utilizou-se a perspectiva crítica do método dialético do materialismo histórico, considerando a pesquisa empírica e documental. Ao analisar os dados, infere-se que a rede de ensino de Manaus faz arranjos históricos de avaliação no âmbito do mercado, porém esse processo não dialoga com uma educação socialmente referenciada. Desse modo, a educação é situada como investimento econômico, sendo mensurada pelas notas nas avaliações em larga escala para elevar a posição do sistema de ensino e servir de marketing a ser vendido como referência de qualidade. Assim sendo, há dois polos que são opostos – educação defendida como emancipadora e como direito humano e educação defendida pela lógica do mercado.






