A atribuição formativa e as concepções das coordenadoras pedagógicas no bloco inicial de alfabetização do Distrito Federal-Brasil
Palabras clave:
Educação. Alfabetização. Letramento. Coordenador Pedagógico. Formação.Resumen
Nesse estudo, buscamos analisar a atribuição formativa do coordenador pedagógico no ambiente escolar. Ancorou-se o objetivo geral em analisar as concepções do coordenador pedagógico constituídas no âmbito formativo no que se refere aos processos de alfabetização/letramento em turmas do Bloco Inicial de Alfabetização. O objetivo específico foi estruturado sob a premissa de investigar se existem propostas exequíveis de formação que promovam a alfabetização/letramento como atribuição significativa do coordenador pedagógico no âmbito de duas escolas públicas de Planaltina DF. Exploramos alguns aspectos da Teoria da Transposição Didática (Chevallard, 2000), da cultura escolar (Chervel, 1990) e da teoria da fabricação do cotidiano (Certeau, 1998). No campo da alfabetização e letramento integram o escopo teórico: Morais (2012), Soares (2018), Ferreiro (2011), Mortatti (2019), Chartier (2000, 2007), entre outros. No campo da coordenação pedagógica, o estudo referenciou-se em autores como Domingues (2014), Pessôa (2015) e Orsolon (2019). Baseou, também, nos documentos orientadores da Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal, (Distrito Federal, 2014) e (Distrito Federal, 2018). Trata-se de uma pesquisa qualitativa (Creswell, 2010), seguindo um enfoque etnográfico (André, 1995, 2010). Como método de coleta de dados, foi realizado um grupo focal (Gatti, 2005) com coordenadoras de duas escolas públicas da Coordenação Regional de Ensino de Planaltina-DF (três de uma instituição e uma de outra). Para a análise dos dados, foi utilizada a análise de conteúdo temática (Bardin, 1997). Os resultados indicaram que, as coordenadoras pedagógicas demonstraram competência em integrar os saberes práticos (Chartier, 2007), concentrando-se nos processos de alfabetização e letramento durante o tempo destinado à coordenação pedagógica e organizaram formações com esses objetivos. A ação formativa teve dinâmicas distintas nas duas escolas: na Escola Caliandra, houve dificuldades em adotar uma cultura de formação contínua. Na Escola Ipê do Cerrado, observamos que a formação continuada já fazia parte da rotina institucional, com um sólido espírito de colaboração para alcançar esse propósito. Este estudo destacou a urgência de intensificar o compromisso com a formação dos coordenadores pedagógicos, um desafio contínuo que é crucial para fortalecer a colaboração em equipe.






